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Menina Júlia

[Febrero 2022]
de August Strindberg com poemas de Caio Gabriel e Roberto Piva e encenação Renata Portas

Vê alguma coisa que não seja partir, casarmo-nos e divorciarmo-nos? August Strindberg cruza-se no caminho da Público Reservado, companhia que cultiva um idiossincrático teatro de repertório, com visitas recentes aos universos de Novarina, Handke, Lagarce ou Pirandello. Agora, e como resposta a um repto do TNSJ, dá a mão a Menina Júlia (1888), peça escrita em apenas duas semanas. Urgência que talvez se explique porque o verbo “amar” é aqui declinado como “febre entrecortada pelas síncopes do ódio”, nas palavras do dramaturgo sueco. Menina Júlia fala-nos de casas e de paredes que teimamos em colar às mulheres, de corpos à solta nas guerras do amor, de uma luta de classes que é indissociável da luta de sexos. Sonata intimista jogada num ringue social, dir-se-ia. **Renata Portas** olha para este tumulto e formula-lhe desejos: “Gostaria que esta encenação fosse como um baile iniciático: entre a ronda de Schnitzler e os miúdos de Larry Clark, que fosse uma ode à sensualidade, à beleza; e à queda livre, que enunciaram Artaud, Rimbaud, Van Gogh e todos os que se atreveram a ir ao abismo de si mesmos.” 

Equipo artístico

Una creación de: Público Reservado 
Texto: August Strindberg 
Poemas: Caio Gabriel e Roberto Piva 
Dirección: Renata Portas
Traducción: Augusto Sobral 
Ayudante de dramaturgia y dicción: Caio Gabriel 
Apoyo al movimiento: Isabel Ariel
DJ en escena: Redshoes (Filipa Varanga)
Espacio Escénico: Leonie Kohut  
Iuminación: Mário Bessa
Vestuario: Jordann Santos 
Ayudante de dirección: Pedro Manana
Producción: Susana Oliveira 
Becaria de dramaturgia y producción: Adriana Tironi
Reparto: Ana Cris, Sílvia Santos, Pedro Damião
Coproducción: Público Reservado, Teatro Nacional São João 
Comunicación: lina&nando
Apoyo a la residencia: Campus Paulo Cunha e Silva Sala Estúdio Perpétuo Socorro CRL-Central Elétrica

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